A Autonomia
Tendo como paradigmas o dinamismo da zona envolvente e, concomitantemente, a
energia das suas gentes, e acompanhando de perto o rápido crescimento
demográfico do meio, depressa esse apêndice do Liceu Nacional de Sá de Miranda
reivindicou os seus direitos de alforria e com tanta energia o fez que, passados
três escassos anos após o seu implante, mais precisamente a 1 de Outubro de
1972, pelo Decreto-Lei nº 447/ 71, de 25 de Outubro, foi extirpado do corpo-mãe,
transformando-se no Liceu Nacional de Vila Nova de Famalicão, agora com uma
população estudantil que já ultrapassava o meio milhar de alunos e com uma
vontade férrea de se afirmar autonomamente no meio. Funcionava, com trinta salas
de aulas, nas instalações do ex-Hospital, sede actual da Universidade Lusíada,
em Vila Nova de Famalicão. O corpo docente era, agora, constituído por cinco
professores do quadro e trinta e um para além do quadro. O pessoal auxiliar e
administrativo integrava sete funcionários, sendo Reitor o Dr. Casimiro da Silva
Sousa e Directores dos 2º e 3º ciclos o Dr. Joaquim Custódio de Araújo Carneiro
e a Dr.ª Maria Antónia Sousa Correia, respectivamente.
Passando a cerca de 500 alunos em 1975/76, sendo 30 dos cursos complementares,
houve necessidade de recorrer a outros espaços.
A Escola passou a utilizar as instalações da Antiga Cadeia até 1983/84.
O Crescimento
O progressivo aumento da população escolar e a exiguidade das instalações do
ex-Hospital obrigaram à ocupação, a partir de 1975 / 76, das instalações da
Cadeia comarcã, entretanto despojada dos seus anteriores inquilinos. As
condições de trabalho eram, como seria de supor, muito deficientes.
A Afirmação
Em 27 de Abril de 1978, o decreto-lei n.º 80 / 78 determinava que todos os
estabelecimentos de Ensino Secundário passassem a ter a designação genérica de
Escolas Secundárias (estávamos na época das generalizações, das massificações...)
e este Liceu Nacional passa, pois, a denominar-se Escola Secundária n.º 2 de
Vila Nova de Famalicão, já que à Escola Comercial e Industrial de Vila Nova de
Famalicão coube o n.º 1.
As Vicissitudes
A dispersão por diferentes instalações causava transtornos de vária ordem, até
porque as mesmas não ofereciam as melhores condições de trabalho. Daí o legítimo
anseio de se conseguirem novas e definitivas instalações.
As Novas Instalações
Escolhido o terreno, que desde logo provocou acesa polémica por se situar numa
área pantanosa e pouco salubre, começaram as obras de construção do actual
complexo escolar. Porém, essas obras arrastaram-se preguiçosamente no tempo e
foram feitas por etapas, à semelhança de uma prova de longo curso. Primeiro, um
pavilhão de aulas ..., depois a secção dos Serviços Administrativos, do
Polivalente e da Cantina... e, após um longo período de repouso e de retêmpera,
outro Pavilhão de aulas... Esta delonga obrigou a que, durante algum tempo, as
actividades continuassem ainda a decorrer nas precárias instalações do
ex-Hospital (as instalações da antiga cadeia tinham sido já abandonadas) e,
simultaneamente, no novo edifício que, a custo, ia crescendo, mas que nunca
chegou a ver a sua versão definitiva, porque do projectado e abortado pavilhão
gimnodesportivo ficaram para a posteridade os balneários, enfezaditos por sinal,
e o local onde supostamente deveria ser erigido o imponente salão das
actividades desportivas. Também do prometido terceiro pavilhão de aulas
continuamos a magicar nas suas salas amplas e airosas e no irrequietismo dos
seus ocupantes do século XXI.
O contínuo crescimento da
população Escolar, que chegou a atingir os 1700 alunos, impôs a criação
de
instalações de raiz para a Escola. A mudança para as novas instalações ocorreu
em 1984/1985
O Baptismo
No ano lectivo de 1985 / 86, o Conselho Pedagógico, presidido pelo Dr. Joaquim
Custódio de Araújo Carneiro, foi convidado a pronunciar-se sobre a designação
definitiva desta Escola. Após a apresentação de várias propostas, foi escolhido
como patrono o grande romancista de Ceide, Camilo Castelo Branco, uma
personalidade indelevelmente ligada, pela vida e pela obra, ao concelho de Vila
Nova de Famalicão. No seguimento dessa deliberação, pela Portaria n.º 216 / 87,
de 2 de Abril, a Escola Secundária n.º 2 de Vila Nova de Famalicão passa a
designar-se ESCOLA SECUNDÁRIA CAMILO CASTELO.
Uma Escola Cultural e Humana
A partir do ano lectivo de 2000/2001 a Escola tem apostado num Projecto
Educativo que valoriza não só a componente do sucesso escolar e das actividades
de complemento curricular mas também a do relacionamento pessoal e dos valores.
Por isso, como metas principais estão neste momento definidas: valorização das
relações interpessoais; promoção do sucesso escolar e transmissão de valores.
Por outro lado, considerando também que estas particularidades e outras são uma
mais valia para os alunos e utentes da Escola, que devem ser reforçadas e
divulgadas à comunidade educativa e envolvente, foi definida, ainda, uma quarta
meta: reforço da identidade da ESCCB.
A ESCCB hoje
Hoje a ESCCB é uma escola moderna, equipada e preparada para dar resposta aos
desafios colocados pela sociedade. Com uma oferta formativa diversificada, que
inclui cursos de Científico-Humanísticos, para o prosseguimento de estudos e
diferentes cursos profissionalizantes, que preparam preferencialmente para o
ingresso no mundo do trabalho, tais como os cursos profissionais, os
tecnológicos ou os de educação formação, a Escola abrange áreas de formação que
vão desde a jardinagem, aos serviços jurídicos, passando pela informática, artes
e design, controlo da qualidade alimentar, bar e mesa, prótese dentária,
incluindo ainda as ciências e tecnologias e as línguas e humanidades.
Continua, no entanto, a reivindicar ainda melhores instalações, nomeadamente a
construção do Pavilhão Gimnodesportivo, para reduzir a dependência da utilização
do Pavilhão Municipal, e também um Anfiteatro, capaz de acolher com mais
dignidade as muitas iniciativas que a escola promove.